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sábado, 11 de julho de 2015

Na Estante: Juntos Para Sempre


Olá! Hoje eu quero falar sobre um livro que não é popular, nem imenso e tal, mas é uma gracinha! Eu faço o tipo "acumuladora de livros", sabe? Tenho uma gaveta especialmente para os livros que ainda não li, então quando compro ou ganho algum livro, coloco lá. Este aqui eu achei por acaso, no meio de todos os outros. O meu está super velho, com as páginas amareladas e a capa até descolorindo, mas acabei dando uma chance pra ele (finalmente!). 
Confesso que subestimei esse livro. Não esperava nada dele e acabei encontrando uma leitura super agradável. Inclusive, fiquei super triste por não encontrar quase nada sobre ele na internet (olha essa foto, que coisa horrorosa!). 
O livro faz a linha da história de amor à moda antiga. Até os conflitos têm uma pegada mais adolescente. Achei legal também, porque nos romances atuais o cara sempre tem algum tipo de orgulho que o impede de ser romântico. Não no caso desse aqui! O Dean, no caso, luta muito pela Natalie. É bem fofo! 
Indico muito pro pessoal que adora horóscopo também, já que o livro tem muito disso. Confesso que me perdi algumas vezes, porque não sei nada de astrologia. 
Não posso dizer muito, senão acabo revelando a história toda (161 páginas, gente!). Foi uma leitura super rapidinha, mas, com certeza, uma dose gostosa e saudável de romantismo para suspirar.


"Eu sorria para ele. Havia tanto amor em meu rosto que até um cego poderia enxergar isso."

"Nunca tenho pressa. Prefiro agir quando sinto que tenho chão firme sob os pés. Assim, na pior das hipóteses, já sei onde vou dar com a cabeça, se cair."

"Às vezes a espera por um evento acaba sendo melhor que o evento em si."

"Quis beijá-la desvairadamente, até perder a razão, até me tornar para ela o único cara no planeta de cuja existência ela se lembrasse."

"Beijá-la foi como mergulhar em águas profundas. Houve um súbito choque quando nossos lábios se tocaram, seguido por um longo e lento deslizar de um oceano de prazer."

"Eu me recusava a alimentar deliberadamente uma catástrofe amorosa. Não podia deixar que meu coração fosse partido uma segunda vez."

"Àquela altura da minha vida, eu já tinha aprendido que uma conversa formal e amena é o beijo da morte em qualquer namoro."

"As garotas raramente fazem sentido."

"Nessa minha visualização mental, porém, eu deixara de fora um elemento muito importante da futura situação real: meus sentimentos."

"A sua definição de homem é um Neanderthal."

"O que há com as mães, afinal? Será que, depois que uma mulher dá à luz, ela ativa automaticamente algum gene que a torna capaz de adivinhar tudo o que acontece na vida e na cabeça dos filhos?"

"Confie no seu coração. Ele geralmente está no lugar certo, mesmo quando as estrelas não estão."

"Eu não podia me centrar no passado. Precisava olhar para a frente."

"Não me parecia justo que a noite fosse tão bela agora, quando eu a perdera para sempre."

"Uma garota pode dizer muito sobre um cara só pela maneira como ele beija. E não estou falando de técnicas de língua nem nada do gênero. Refiro-me a sentir se ele está beijando você em especial ou se está apenas saboreando com seus lábios a forma feminina mais próxima disponível."

terça-feira, 30 de junho de 2015

Corrosivo


A felicidade com você é muito breve. Sempre tive aquela pulga me incomodando atrás da orelha – ou do sorriso. Te amar é estar numa montanha-russa. Têm-se picos de alegria e abismos de tristeza. Sei que a vida não é tão imensa quanto nossa intensidade, e partiremos nos perguntando o que foi maior: os sorrisos ou as lágrimas. Mas, é claro, vamos acabar percebendo que a nossa maior especialidade é a saudade.
É sempre perigoso sentir vontade de voltar. O amor deixa esse gosto excitante de adrenalina. No entanto, tudo em você é químico. Te amar é ácido, corrosivo. Esqueço meus olhos em cima dos seus, e me perco em suas maravilhosas falhas genéticas. É incrível mergulhar no teu mar azul-celeste, enquanto você espalha pedaços de mim pelo mundo. Sinto-me não mais que um projeto. Meus sonhos e virtudes jogados no chão da sala.
Me viciei em você e em suas doses baratas de esperança. Seu amor é de plástico. Suas promessas, tão singelas e frágeis, são carruagens que se transformam em abóboras após a meia-noite. É lindo perder o controle quando você chega, mas o vento diz: “Falsa felicidade, menina”.
Você suga o melhor de mim. Eu permito e aprecio. Seus beijos me arrancam arrepios de medo. Eu costumava ser doce. Seu amor me quebrou em milhões de pedaços. Meu coração: um mero pedaço de vidro. Em meio aos gritos silenciosos, continuo te amando. Seu cheiro acorda as borboletas em meu estômago. Elas gritam, agoniam, debatem. Batem as asas por um amor danificado.
Sei que é só consequência da minha teimosia. Joguei fora toda a minha responsabilidade. Tento fugir, mas tua pele me afoga. Seus cabelos seguram as minhas pernas. Te amar é dolorido. É louco. É um solo de guitarra e o grito do saxofone. É o açúcar e a droga. É complexo e eterno. É inevitável. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pra te acompanhar


O mundo girou mais uma vez, talvez a última. Quando te vi ali em pé, me olhando, sua boca formava palavras que não saíam. Seus braços me enroscavam, e me giravam. E você me agarrava com suas pernas e ouvidos. Eu olhava para baixo, para o finalzinho da minha saia. Minhas mãos nem insistiam em lutar contra você. Seus dedos abraçaram os meus, desesperados. Te olhar doía tanto quanto uma porrada. Meu rosto e meu corpo preenchidos pelos hematomas da dor de perder você. Um sentimento tão desmedido e louco, que eu poderia usar todas as variações, gírias e línguas para descrever o sofrimento, e ainda assim você não entenderia.
Eu estava nas nuvens. Uma dose a mais, por favor. Coragem de viver como nunca. Amor inconsequente. Nossas estrelas que nos assistiam. O desespero de matar a sede. Seus cabelos que lambiam minhas mãos. Seu cheiro invadindo meus bronquíolos, veias e capilares. Minha alma se deleitava. Os olhos adormecidos. Lábios que se misturavam num beijo que Hollywood jamais copiara.
Lágrimas que vinham uma após a outra. Palavras que se atropelavam. Seus olhos procurando os meus, preocupados. Um coração partido que amou você com cada caco.
Horas que se passaram como milésimos de segundos. A fome de você que não podia esperar. Estive lá em minha forma mais pura. Só você me conhece na carne viva. Me entreguei de bandeja, sem te poupar de cada medo e dor. Antes que os pássaros cantassem e a realidade nos atingisse em cheio. Antes que nosso paraíso denso se transformasse outra vez em seus olhares cheios de significados abstratos.
Toda a dor que me causou e a pessoa que eu sou: Coloco em segundo lugar, deixo para depois, para te acompanhar. Fiz com que a Terra parasse de girar. O sol brilhou bem dentro de nós dois. Quando você se levantasse com aquela maldita jaqueta em mãos, eu saberia que havia chegado a hora de me despedir. Há sempre uma hora em que você me deixa. Suas promessas ecoam em minha mente, e me perseguem com aromas e arrepios. Quando você me deixa sozinha na sala de estar, a dor é insuportável. Seu lugar ao meu lado no sofá, completamente vazio.
Mas em mim há uma parte de você que insiste em ficar. Você chega e bagunça tudo. Só você. Quem sabe um dia você escolha ficar. 

domingo, 17 de maio de 2015

Suas palavras


01:01. Horas iguais para denunciar que estou pensando em você. Olho para a tela do celular. “Ainda pensando em ti”. Lágrimas desesperadas rolam pelas minhas bochechas e molham as letras do ingresso daquele show. Quinta-feira chuvosa e um solo de guitarra que eu nunca ouvi. Ainda me lembro de desaparecer com você no meio da noite.
Você quis ser as minhas hastes, me segurando e me empurrando para cima. Era lindo ouvir suas juras de amor, por mais que elas não bastassem. Quem dera você tivesse aparecido num momento mais propício, mas meu coração já não quer mais ser tão criança. Lamento dizer tudo o que digo e pensar tudo o que penso. Logo eu que adorava tanto brincar de acreditar no lado bom das pessoas e de consertar o lado ruim de cada uma delas! Eu falhei, meu bem. O mal sempre vence, ou será que o mal sou eu?
Não sei mais quem eu sou, para falar a verdade, e o tempo todo essa nova definição minha vai de encontro com a definição que você me deu. Eu amo quem eu sou contigo. Eu amo quando você fala de pureza, esperança e serenidade, quando eu já nem sei o que são essas coisas. Você facilita demais, enquanto eu corro na direção contrária.
Quero parar de brincar de ser gente grande, mas nosso esconde-esconde sempre tem hora pra acabar. Quero ser inconsequente e conseguir me expressar, mas minhas letras estão soterradas pelos meus próprios escombros. Eu sou só saudade, e queria me convencer de que sou assim tão sortuda, mas só me passa pela cabeça que um dia nós vamos ser só mais outro motivo pra eu chorar.
Quero te contar meus segredos, te ver rir, gargalhar. Quero rir dos seus ciúmes e fugir dos seus beijos, só pra te atiçar. Quero que você me esconda da chuva embaixo de um beiral e que diga que me ama quando ela passar. Quero brigar com você e não resistir a esse sorriso de lado.
Só que o que eu mais quero é acreditar. É te olhar nos olhos como um adolescente apaixonado e correr pra você toda vez que eu tropeçar. É te dar as mãos sem pretender soltar.
Eu vou me enganar pela milésima vez, como quem não deseja ficar. Vou continuar escrevendo meias palavras, ao invés de derramar meus sentimentos sobre uma folha de papel – e sobre você. É preferível fugir, que pagar um preço tão alto outra vez.
E que você seja recompensado pelas vezes que me pediu para ficar. Que o seu coração se encha de ternura e nunca tenda a se congelar. Que nossa rua seja sempre nossa na imensidão do mundo e seus milhares de átomos. Que para cada vez que eu desacreditar, você se alimente com uma dose de esperança.
Que um dia você me diga outra vez que o amor pode mudar o mundo. E que dessa vez eu acredite.